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Trabalho, atividade santificadora

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Por Wellington Silva Jardim *

Economia e Vida é o tema da Campanha da Fraternidade de 2010. Quando ouvimos falar de economia, pensamos logo em dinheiro, banco, gastos, sobrevivência, ou lembramo-nos das pessoas ricas com negócios milionários e muitos bens. Não podemos negar que a economia faz parte da vida humana. Ela é a ciência que trata dos fenômenos relativos à produção, à distribuição e ao consumo dos bens. Tanto ricos quanto pobres têm de encontrar equilíbrio entre possuir bens e testemunhar seu vínculo com Deus, que tudo criou, com trabalho.

Trabalho, atividade santificadora
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Ao ler o livro "Santificação da vida diária", gravei o que disse um filósofo hindu em sua visita à Europa: "Encontrei aí um cristianismo domingueiro e um paganismo nos dias úteis. Lá já não existe mais coerência entre religião e vida. Para a maioria a religião é apenas uma moldura mais ou menos bela da vida. Respeitável, talvez, como móveis antigos e herdados, mas não com força central que penetra e sustenta toda a vida". Ou, como prega o lema da campanha da fraternidade deste ano, não é possível servir a Deus e ao dinheiro.

Pensando diferente, há ricos que temem a Deus e que dão resultados imensos para o bem da sociedade. Eles dão emprego que sustentam nossas famílias, recolhem seus impostos. São cristãos que, administrando seus bens, geram riqueza, trabalho, renda e vida, pois o trabalho é uma fonte de vida.

A pessoa vai à busca de dinheiro, bens, prestígios porque deseja ser feliz. A ânsia de ser feliz está totalmente ligada à natureza humana. Tudo o que fazemos vai em direção a ela. Amamos a Deus e a Ele permanecemos fieis porque consciente ou inconscientemente queremos ser felizes. Quando nos faltam sonhos, vem de imediato a ociosidade, a mãe de todos os vícios.

O trabalho é uma parcela da felicidade do paraíso, mas pela sua ociosidade o homem cometeu o pecado. No capítulo três do livro de Gênesis, está escrito que Deus disse ao homem: "A terra será maldita por sua causa, produzirá espinhos e abrolhos e sua nutrição será a erva do campo. Comerás o pão com o suor de sua fronte". Isto é para entendermos que o trabalho que efetuamos sob as consequências do pecado original, se não for no temor a Deus, não é bênção, mas maldição.

Dias atrás eu estava em São Paulo para realizar alguns exames do coração. Fui à missa na Igreja de São Francisco e o frei que celebrava, na hora da oração do Pai Nosso, destacou que rezássemos pelo rei e a rainha de Dakar (Senegal) que, ao fazerem uma viagem pelo mundo, sensibilizaram-se com a falta de instrução de muitos povos. Então, construíram uma grande universidade em Dakar para acolher alunos que não teriam como receber educação.

Existem pessoas ricas com espírito de servir que se sensibilizam com a pobreza do irmão. E há muitos pobres ociosos que têm espírito do rico egoísta, olhando somente para o seu próprio umbigo. Com esta Campanha da Fraternidade, que Deus toque muitos corações e o homem possa fazer do trabalho uma atividade santificadora.

Enviado por: Assessoria de Imprensa Canção Nova

* Wellington Silva Jardim é cofundador da Comunidade Canção Nova e administrador.