Na sociedade contemporânea considera-se que entramos no 3° milênio. Para os astrônomos, que têm por base o ano zero, ele começou no ano 2000. Para os historiadores e cronologistas que consideram a contagem a partir do ano 1, o novo milênio teve início no ano 2001.
Com a expansão do cristianismo no Império Romano, o calendário Juliano era seguido pelos cristãos, mas com algumas alterações. Assim, os cristãos começavam o ano no dia 25 de março, data da anunciação do anjo Gabriel a Maria. Em 325, o Concilio de Niceia estabeleceu que a Páscoa deveria ser celebrada no primeiro domingo depois da lua cheia. A primeira menção ao natal surgiu no calendário romano no ano de 354.
Mas por que 3° milênio, se, como verificamos anteriormente, a humanidade tem uma existência que se perde no tempo?
O 3° milênio, que começou, trata-se da contagem feita pelo calendário gregoriano. A origem desse calendário, que norteia a sociedade contemporânea, deve-se aos romanos. Na verdade, ele é uma modificação do calendário introduzido por Julio César no ano 45 a.c. e que tem seu nome: calendário Juliano.

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Com a expansão do cristianismo no Império Romano, o calendário Juliano era seguido pelos cristãos, mas com algumas alterações. Assim, os cristãos começavam o ano no dia 25 de março, data da anunciação do anjo Gabriel a Maria. Em 325, o Concilio de Niceia estabeleceu que a Páscoa deveria ser celebrada no primeiro domingo depois da lua cheia. A primeira menção ao natal surgiu no calendário romano no ano de 354.
O calendário Juliano foi adotado, principalmente, no mundo ocidental até o século XVI. Com o transcorrer dos anos, a Igreja Católica notou que a Páscoa estava ocorrendo com intervalos cada vez maiores. Foi então, que o papa Gregório XIII, com outros estudiosos considerou necessário trazer equinócio ( ponto da órbita da terra em que se registra uma igual duração do dia e da noite) para o dia 21 de março. Orientado por uma comissão especial que incluía um eminente astrônomo, o padre Jesuíta Cristoph Clávius, o papa ordenou que o dia 4 de outubro de 1582 fosse considerado o dia 15 de outubro.
Dessa forma, o calendário Juliano teve uma diminuição de dez dias. Gregório XVIII editou uma bula, criando assim, o calendário cristão ou gregoriano.
Muitos países protestantes da Europa só passaram a adotar o novo calendário a partir de 1700. As Igrejas Ortodoxas também fizeram oposição a ele.
Os monges ortodoxos do monte Atos, na Grécia, até hoje, se recusam a seguir o calendário gregoriano.
Mesmo que por razões culturais alguns povos usem outros calendários, como por exemplo, os Judeus que estão no ano 5759. Nas relações internacionais universalmente, utiliza-se o calendário gregoriano.
O calendário gregoriano é o que atualmente usamos e distingue-se do Juliano por que:
Omitiram-se dez dias (5 a 14 de Outubro de 1582).
Corrigiu-se a medição do ano solar, estimando-se que este durava 365 dias solares, 5 horas, 49 minutos e 12 segundos, o equivalente a 365,2424999 dias solares.
Acostumou-se há começar cada ano novo em 1 de Janeiro.
Poucos anos seculares se consideram bissextos, só aqueles que sejam divisíveis por 4 e não sejam terminados em duplo zero exceto os divisíveis por 400. Deste modo evita-se o desfaçamento de um dia em cada cem anos.
O Ano bissexto ocorre a cada quatro anos após o último ano bissexto. O primeiro ano bissexto do séc. XXI foi 2004.
O Calendário gregoriano está dividido em 12 meses, veja a seguir:
| No. |
Mês |
Dias |
| 1 |
Janeiro |
31 |
| 2 |
Fevereiro |
28 ou 29 |
| 3 |
Março |
31 |
| 4 |
Abril |
30 |
| 5 |
Maio |
31 |
| 6 |
Junho |
30 |
| 7 |
Julho |
31 |
| 8 |
Agosto |
31 |
| 9 |
Setembro |
30 |
| 10 |
Outubro |
31 |
| 11 |
Novembro |
30 |
| 12 |
Dezembro |
31 |
Texto/Pesquisa: Gilberto Torres Guimarães Coelho