Lucas 14, 7-11
Observando também como os convivas escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes a seguinte parábola:
Quando fores convidado às bodas, não te sentes no primeiro lugar, pois pode ser que seja convidada outra pessoa de mais consideração do que tu,
e vindo o que te convidou, te diga: Cede o lugar a este. Terias então a confusão de dever ocupar o último lugar.
Mas, quando fores convidado, vai tomar o último lugar, para que, quando vier o que te convidou, te diga: Amigo, passa mais para cima. Então serás honrado na presença de todos os convivas.
Porque todo aquele que se exaltar será humilhado, e todo aquele que se humilhar será exaltado.
Ser alguém dentro da Igreja, hoje, ainda é um desafio para muitos, inclusive para os que já estão "vivendo" nela. Escolher um ministério é uma linha tênue entre aquilo que "eu me sinto bem fazendo" e aquilo que o Senhor me chama a fazer.
Aí está, talvez, a grande incógnita de nossas comunidades. O que fazer? Qual caminho percorrer? Onde atuar?
Que Deus tem um lugar para cada um de nós ninguém duvida, mas, talvez as ânsias de nossas vaidades somadas a tantos questionamentos nos fazem SURDOS ao chamado do Pai, que, sob várias formas nos convida a uma só missão: SERVIR COM AMOR!
Nos grupos de oração, comunidades de jovens, pastorais e todos os outros segmentos de nossa igreja, graças a Deus, temos várias e várias opiniões diferentes, e isso é algo muito bom, mas não podem essas divergências ser maiores e mais fortes que o chamado ao serviço. Na Igreja do Senhor, desde aquele que limpa o chão até quem administra, ou até mesmo o Pároco ou Bispo, são homens e mulheres de igual valor para Deus. E Ele nos ensina, inclusive, a buscar ser o menor de todos, "Buscai o último lugar" diz o Senhor.
Portanto, a expressão final do meu serviço não pode ser o principal, se sou ministro de música, tesoureiro, coordenador do grupo de oração, glória a Deus, mas esse não é o foco. Sou filho, antes que artista, antes que qualquer outra coisa, e é assim que Deus Pai me quer: Como um filho antes de tudo!
Quando a missão for assumida assim, tendo um coração de filho antes de um coração rotulado e envolvido por minhas vaidades, cargos, posições e nomenclaturas, talvez comecemos a melhorar a resposta que temos dado a Deus e dar lugar a um povo mais santo, que obedece ao Pai, mesmo sendo contrariado algumas vezes, porém entendendo que a Igreja não é o lugar de minha realização pessoal, e sim o espaço em que Deus enxerga a cada um com igual valor e espera que da mesma forma não façamos distinção de tarefas, cargos, posições, e principalmente de pessoas, para que ainda aqui na Terra nós possamos sentir o que será o Céu.
Irmão, pense nisso: Deus precisa de você onde for preciso!
Por: João Paulo de Oliveira
Membro da Com. De Cristo Ressuscitado