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O Casal separado da Igreja católica pode Comungar?

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A Igreja lembra que a pessoa que se separou - se não teve culpa na separação - pode continuar a receber os sacramentos da Confissão e da Eucaristia, se mantém - se numa vida de castidade. "A Igreja, contudo, reafirma a sua práxis, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir à comunhão eucarística os divorciados que contraíram nova união. Não podem ser admitidos, do momento em que o seu estado e condições de vida contradizem objetivamente aquela união de amor entre Cristo e a Igreja, significada e atuada na Eucaristia. Há, além disso, outro peculiar motivo pastoral: se admitissem estas pessoas à Eucaristia, os fiéis seriam induzidos em erro e confusão acerca da doutrina da Igreja sobre a indissolubilidade do matrimônio." (FC, 84)

Os casais de segunda união poderão receber os Sacramentos no caso de viverem como irmãos, sem vida sexual. "A reconciliação pelo sacramento da penitência - que abriria o caminho ao sacramento eucarístico - pode ser concedida só àqueles que, arrependidos de ter violado o sinal da Aliança e da fidelidade a Cristo, estão sinceramente dispostos a uma forma de vida não mais em contradição com a indissolubilidade do matrimonio. Isto tem como conseqüência, concretamente, que quando o homem e a mulher, por motivos sérios - quais, por exemplo, a educação dos filhos - não se pode separar, "assumem a obrigação de viver em plena continência, isto é, de abster-se dos atos próprios dos cônjuges". (idem)

"Ato tratar desse assunto o Catecismo da Igreja diz o seguinte;

§1651 - "São numerosos hoje, em muitos países, os católicos que recorrem ao divórcio segundo as leis civis e que contraem civicamente uma nova união. A Igreja, por fidelidade à palavra de Jesus Cristo ("Todo aquele que repudiar sua mulher e desposar outra comete adultério contra a primeira; e se essa repudiar seu marido e desposar outro comete adultério": Mc 10,11-12), afirma que não pode reconhecer como válida uma nova união, se o primeiro casamento foi válido. Se os divorciados tornam a casar-se no civil, ficam numa situação que contraria objetivamente a lei de Deus. Portanto, não podem ter acesso à comunhão eucarística enquanto perdurar esta situação. Pela mesma razão não podem exercer certas responsabilidades eclesiais. A reconciliação pelo sacramento da Penitência só pode ser concedida aos que se mostram arrependidos por haver violado o sinal da aliança e da fidelidade a Cristo e se comprometem a viver numa continência completa."

§1652 - "A respeito dos cristãos que vivem nesta situação e geralmente conservam a fé e desejam educar cristã mente seus filhos, os sacerdotes e toda a comunidade devem dar prova de uma solicitude atenta, a fim de não se considerarem separados da Igreja, pois, como batizados, podem e devem participar da vida da Igreja: Sejam exortados a ouvir a Palavra de Deus, a freqüentar o sacrifício da missa, a perseverar na oração, a dar sua contribuição às obras de caridade e às iniciativas da comunidade em favor da justiça, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência para assim implorar, dia a dia, a graça de Deus."

Comentário:

Infelizmente alguns católicos não levam a serio esse compromisso diante de Deus.

Muitos casais se separam por coisas fúteis e não aceitar sua condição de viver sem um companheiro (a). A eucaristia é a saúde da alma e do corpo, cura os vícios dos pecados do mundo. É Jesus que habita em nosso corpo, é santuário vivo sagrado que está no meio de nos.

Começa a viverem outros relacionamentos e, esquece que Deus uniu o homem não separe.

Querem comungar por conta própria sem ao menos procurar um sacerdote para se confessar.

Cometem um pecado ainda maior por receber a Eucaristia nessa situação esquece-se do ato penitencial. E o pior disso tudo é ter consciência do ato praticado. Jesus diz que devemos reconciliar-te com teu irmão; só então é merecedor das coisas de Deus.

A vontade de Deus é que sejamos o maduro suficiente para enfrentarmos as dificuldades e aprovações do casamento no decorrer da vida conjugal.

A Palavra no ensina que julgo, pois em razão das dificuldades presentes, serem conveniente ao homem ficar assim como é. Estás casado? Não procures desligar-te. Não estás casado? Não procures mulher. Mas, se queres casar-te, não pecas; assim como a jovem que se casa não peca.

Muitas vezes na comunidade existem pessoas nessa condição e recebem a Eucaristia tendo consciência disso tudo. Precisamos orar e orientar essas pessoas a não errarem dessa maneira.

Julgar as pessoas pelas suas atitudes erradas não é correto que julga é Deus mais orientar e ensinar o caminho provém de Deus. Paulo nos adverte sobre a imoralidade, luxúria, orgulho etc... (1Coríntios 5,13).

Que Deus abençoe a todos. Amém!

Gilberto Torres Guimarães Coelho
Ministro Extraordinário da Comunhão

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